Segundo a Bauducco, fornecimento de gás natural foi decisivo para que a fábrica viesse a Alagoas
Quando o imigrante italiano Carlo Bauducco lançou sua empresa no bairro do Brás, em São Paulo, em 1952, poucos imaginariam até onde ela iria chegar. Além de ter se tornado a maior produtora de panetones do mundo (no último Natal, a empresa produziu 65 milhões de exemplares), a diversificação de sua produção, a partir de 2005, fez com que a Bauducco duplicasse as vendas em apenas cinco anos por meio da expansão para outros mercados, como o de biscoitos, sendo a região Nordeste responsável pelo consumo de cerca de 30% da produção nacional. Após quatro fábricas instaladas no Sudeste, a empresa sabia que era hora de instalar sua nova fábrica no Nordeste. Restava saber qual dos nove estados da região oferecia as melhores condições para a nova planta.
E a definição do Estado de Alagoas para a nova planta não foi obra do acaso. Além do consistente programa de incentivos do Estado (Prodesin) e do incansável trabalho da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento do Estado para atrair a nova planta, a garantia de fornecimento de gás natural pela ALGÁS foi decisiva para que a nova fábrica desembarcasse no Estado. “Para uma empresa do setor de forneados, como a Pandurata, a disponibilidade de gás é essencial”, diz o gerente de projeto da Bauducco, Mauricio Alcides Gon. “Por isso mesmo, um dos principais fatores para a instalação da fábrica foi a estrutura de fornecimento de gás natural e a disponibilidade de volume necessário para a expansão das operações da nossa indústria”.
Desde o início das negociações com o Governo do Estado de Alagoas, a ALGÁS participou da construção da unidade com a instalação de tubulações
e sistemas que permitem o monitoramento remoto do fornecimento de gás. “A empresa iniciou a implantação da fábrica com perspectivas de crescimento que pode multiplicar em até seis vezes o consumo de gás nos próximos seis anos”, diz Fabio Sousa, gerente comercial da ALGÁS. “Com essa expansão, a empresa pode se tornar a segunda maior consumidora de gás industrial em Alagoas, ficando atrás apenas da Braskem”. Com quase cem milhões de investimentos, a nova unidade da Bauducco já começou a usar o gás natural na produção inicial dos biscoitos waffers, prevendo o aumento de consumo com a produção futura de minibolos, biscoitos recheados e amanteigados. “A sinergia entre o Governo do Estado e a ALGÁS é uma vantagem competitiva em nosso esforço constante para atrair novas indústrias para Alagoas”, diz o secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes. Para o presidente da ALGÁS, Geoberto Espírito Santo, a orientação do governador Teotônio Vilela Filho de trabalhar em sinergia é motivo de orgulho para toda a equipe. “Vamos continuar trabalhando para oferecer alternativas energéticas, econômicas e sustentáveis às empresas que desejam vir para Alagoas”, diz.